terça-feira, 26 de outubro de 2010
Prazeres
È como o prazer é o primeiro e inato bem, é igualmente por este motivo que não escolho qualquer prazer; antes coloquei de lado vários prazeres, como por resultados deles sofri muitos pesares; e igualmente preferi muitas dores aos prazeres quando, depois de longamente ter suportado as dores, gozei de prazeres maiores. Por conseguinte, cada um dos prazeres possui por natureza um bem próprio, mas não deve se escolher um deles; do mesmo modo, cada dor é um mal, mas nem sempre se deve evitá-la. Convém, então, valorizar todas as coisas de acordo com a medida e o critério dos benefícios e dos prejuízos, pois que, segundo as ocasiões, o bem nos produz o mal e, em troca, o mal, o bem. “Epicuro por Rafael Spagnolo”
Mudanças by Marco Aurélhio
As mudanças assustam? Mas pode alguma coisa ocorrer sem que haja mudança? Que há de mais caro e familiar á natureza universal? Tu próprio podes tomar banho sem que a lenha seja transformada? Podes comer sem que sejam transformados os alimentos? Podes realizar alguma coisa útil sem que haja transformação? Não, vês então, que as mudanças em ti mesmo são fatos semelhantes e semelhantemente necessários a natureza universal. “Marco Aurélio”
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Falta
Falta
Falta – carência, privação, ausência com toda certeza infalivelmente, essa é a definição dos dicionários, mas na verdade falta e muita mais que os adjetivos citados.
Falta é andar por ai e todo lugar que passo me traz há lembranças, parece que nosso amor andou marcando território pela cidade, é enxergar em cada pessoa um sorriso um gesto seu, é sentir o seu perfume e logo vira para ver se estar por perto, ouvir o telefone tocar e correr achando que é uma ligação sua. Falta é dormi triste por você não esta na minha vida, sonhar com você e desejar não acordar mais, é não prestar atenção nas aulas e viver no mundo da lua, não sentir o sol bater nas costas, é viver cantarolando cações que falam de nós, é ficar se segurando pra não ligar, por que se ligar vai ser inevitável, eu vou ter que dizer:
Amo-te!
R.Spagnolo
Cortinas
Quando conhecemos uma pessoa, mas do que depressa a classificamos e damos as mesmas os papéis que elas devem desempenhar em nossas vidas, criamos uma imagem para essa pessoa de acordo com que acreditamos e às vezes nos forçamos a acreditar que elas sejam aquilo que desejamos para nós. Muitas das vezes enxergamos o erro e fica óbvio que estamos criando uma cortina, dessas bordadas a mão com todo luxo e delicadeza e que vai para uma janela velha e enferrujada que da vista para uma cidade de pedra colorida de vários tons de cinza. È como nos sonhos de relacionamentos conhecemos a pessoa com quem iremos nos relacionar logo de inicio notamos uma personalidade que não nos agrada e mesmo assim insistimos com a mesma na esperança de que ele ou ela irá mudar pura ilusão esse mesmo não irá mudar. Muitos relacionamentos que fracassaram, não deram certo por que ambos não souberam respeitar a personalidade do seu parceiro, gostar de alguém não é fazer com que a mesma se adapte a você, é respeitar o “eu” do seu parceiro, se isso não for possível cuidado você pode estar entrando em uma furada, e melhor forma de dar certo é não arriscar.
Avião só sobe com força de atrito contrario, mas muita força o derruba. “Rafael Spagnolo”
Uma vez Gato sempre Gato!
(uma vez gato sempre gato)
Certa vez um homem dono de um restaurante resolveu treinar o seu gato de estimação para carregar bandejas em seu estabelecimento, após anos de treinamento o gato era atração do restaurante, servia bandejas, dançava, equilibrava garrafas e etc... Era conhecido como o fenômeno gato. Era esse dia um feriado casa cheia muitas pessoas atravessaram a cidade para assistir a peripécias do fenômeno gato, esse mesmo fazia e acontecia no restaurante àquela noite, as pessoas se deslumbravam ao ver tamanha desenvoltura daquele animal que até o momento parecia aos olhos do dono e de muitos de mais serventia que qualquer outro garçom do restaurante, nessa noite o chefe de estado estava no restaurante a fim de prestigiar o “fenômeno gato” e todos esperavam para o grande numero do fenômeno gato, esse consistia em que o mesmo se projetava sobre uma das patas, com a outra segura a bandeja e ainda petecava uma bolinha feita com lã, tudo corria muito bem até que no momento do grande numero no meio do salão apareceu um rato, nesse momento o fenômeno gato estava de frente para o chefe de estado segurando a bandeja, quando o mesmo avistou o rato colocou tudo a perder largou a bandeja deixando com que todos os copos caíssem no chefe de estado e na sua primeira dama e saiu correndo atrás do gato deixando aflorar seu verdadeiro instinto, o dono diante toda essa bagunça e decepção suspirou e disse:
Não importa á técnica uma vez gato sempre será gato.
Pessoas também são assim, se revestem de uma mascara de algo que encobre seu verdadeiro eu, tentam viver aquela imagem falsa, aquela personificação enganosa, mas quando se sentem coagidas deixam aflorar o seu verdadeiro eu.
Tudo acaba na quarta feira de cinzas!
Por que não tememos viver o nosso próprio eu, fazemos uma imagem de fortaleza quando na verdade estamos mais frágeis do que papel crepom em água. Tememos admitir que somos falhos.
R.Spagnolo
"Miserável homem que eu sou!" (Romanos 7 : 24)
Imagem não é nada!
Imagem não é nada!
Nós vivemos num mundo de mitos e imagens. Com o avanço dos meios de comunicação e o apalermamento ("burrificação") da sociedade, está havendo uma super-estimação da imagem. As pessoas estão sendo acostumadas a não pensar, a não analisar, a não avaliar. A apenas ver, gostar e levar para casa, sem verificar as conseqüências, o que pode acontecer (e que efetivamente acontece) no futuro. A nossa sociedade atualmente é altamente egocêntrica, inconseqüente e feita de sons (palavras ocas e bonitas) e imagens.
Lembro-me do comentário de um colega acerca da época do rádio, onde muitas mulheres se apaixonavam pelos locutores de rádio por causa de sua voz. Imaginavam que fossem altos, musculosos, com ares de galã de cinema, e quando conheciam o tal locutor pessoalmente, era uma decepção sem igual: muitas vezes feio, baixinho, barrigudo, de óculos, e com uma careca avançando pela cabeça.
Na adolescência é bastante comum as pessoas se apaixonarem pela beleza de outras pessoas. Às vezes, o objeto dos desejos (e da paixão) pode ser um atributo em especial: pernas, voz, rosto, cabelos, olhos, etc..
Infelizmente as pessoas, todas elas, tem virtudes e defeitos. Como os dois lados de uma moeda. E não há como nós retirarmos o lado ruim, o lado que nos desagrada.
A paixão é despertada sempre por um lado bom, afável, agradável, bonito, forte, generoso, fascinante. E nunca por uma qualidade feia, fraca, arrogante e destrutiva. Se bem que as pessoas, às vezes, são capazes de ver beleza onde ela não existe...
Você já deve ter ouvido a expressão "gosto de tal pessoa", ou algo semelhante. Gostar é um termo egoísta, que significa "me agrada". Nós gostamos de algo ou alguém que, por um motivo ou outro, nos agrada, nos atrai, e nos fascina. Ocorre que o nosso gosto está sujeito à fadiga, ao cansaço, ao desgaste, gerando o que chamo de "efeito chiclete". Você já ouviu falar do "efeito chiclete"? Não? Bem, vamos lá, então. Chicletes são gomas de mascar. Aqueles pedaços de restos de petróleo aos quais são colocados cores e sabores. Esses pedaços de borracha mole são mastigados por algumas horas (ou minutos) até que perdem o sabor. Então são jogados no lixo. Alguns vândalos jogam nas calçadas, e o calor do sol faz com que grudem nas solas dos sapatos, causando um incômodo tremendo. O problema que está a ocorrer é que algumas pessoas (algumas?) usam as outras como se fossem chicletes. Elas ficam juntas com outras pessoas que, por um motivo ou outro, lhes agradam, usando-as, sugando-as, espoliando-as, usufruindo delas, às vezes desfilando com elas como se fossem troféus. E chega um dia em que acaba o gosto, a paixão e a doçura de sua companhia. Quando então tais pessoas são descartadas, abandonadas, jogadas no lixo, desprezadas, com a seguinte explicação: acabou-se o que havia entre nós. Só que pessoas não são chicletes, não são coisas. São pessoas, são seres humanos que tem sonhos, valores, aspirações, desejos, almas que necessitam de carinho, amor e compreensão.
Podemos ver o "efeito chiclete" em casais que são invejados, cobiçados por milhões de pessoas no mundo todo. São ricos, famosos e bonitos. Mas que também estão sujeitos aos problemas comuns aos mais comuns dos casais. Você já deve ter visto ou ouvido falar de Bruce Willis e Demi Moore. São ricos, bonitos e famosos. Passaram onze anos casados. E se separaram. Por quê? Porque não estavam mais se entendendo. Porque se cansaram da beleza um do outro. Porque a paixão acabou. O "gosto do chiclete" se perdeu ao longo dos anos tornando a convivência estéril, insossa e, talvez, até mesmo odiosa... A beleza de um corpo não é suficiente para a manutenção de um relacionamento.
Ingrid Bergman (ou coisa parecida), foi uma atriz linda, famosa, rica, desejada e cobiçada há quatro ou cinco décadas atrás. Ela fez um filme chamado "Casablanca", onde fez o papel de uma mulher linda, inteligente, sensível, compreensiva, abnegada, generosa, altruísta. Enfim, o sonho da maioria dos homens cansados de aventuras e do jogo da vida. Depois que ela fez esse filme, ela se casou três vezes, e muitos anos depois, confidenciou que aqueles homens haviam se casado com Gilda (personagem do filme). Dormiram com ela e acordaram com Ingrid. Mais uma vez, a beleza de um corpo não foi suficiente para manter um relacionamento. A imagem de mulher com uma personalidade sensível, inteligente, compreensiva, abnegada, e generosa (que apenas imagem era) foi destruída na manhã do dia seguinte... De se colocar que nos casos de separação, há um ponto que passa ao largo da maioria da população do mundo: a dor e as cicatrizes de uma separação.
Quando uma pessoa se apaixona por outra, invariavelmente está interessada no que pode obter, sugar, retirar, gozar, usufruir. Como uma fonte que mais cedo ou mais tarde vai se secar, ou... como um chiclete que vai perdendo o gosto. Como um filme que vemos várias vezes. A primeira vez nos traz uma sensação de alegria, mistério, nostalgia, emoção e novidade. O que não ocorre com as vezes seguintes. É o que também acontece com a paixão: não resiste ao tempo. E desaparece como a neblina sob o calor do sol. A paixão é egoísta, e busca satisfazer o desejo do apaixonado.
A própria beleza é volátil, efêmera, transitória, passageira. Há algum tempo Isabella Rosselini, filha de Ingrid Bergman, nascida de seu relacionamento com Roberto Rosselini, foi demitida da agência de modelos para a qual trabalhava. Já está com mais de 40 anos de idade, e continua linda como sempre foi, mas não mais o suficiente para os padrões do mundo da moda.
A beleza de um corpo não é suficiente para a manutenção de um relacionamento. Não apenas a beleza, mas quaisquer atributos sobre os quais fundamentamos nossos sentimentos.
O segredo de um relacionamento produtivo e duradouro, é não dar muita importância ao que podemos receber do outro, mas sim o que podemos fazer pelo outro. O que acontece é que algumas pessoas (algumas?), inconscientemente, estão em busca da satisfação de suas necessidades de carinho e companhia. Até que acaba o encanto, a doçura e o mistério e as coisas começam a "andar pra trás". Mas não compreendem porque as coisas não dão mais certo entre si.
Outras pessoas (uma grande maioria) agem de forma consciente e deliberada: estão apenas a usar as outras pessoas para seus propósitos egoístas. Depois que conseguem o prazer que desejam... Abandonam "o bagaço" sem o menor pudor ou cerimônia.
Uma vez eu conheci uma mulher bonita, com classe, determinada, inteligente. Mas também fútil vaidosa e arrogante. Hoje com cerca de 30 anos de idade, já estava com sua vida em ruínas. Já havia tido três ou quatro relacionamentos amorosos. Homens que se sujeitavam aos seus caprichos e seus desmandos até que conseguiam o que queriam. Depois disso.... Bem você pode imaginar o que acontecia.
Quando a conheci, ela estava "enrolada" com um marginal, um criminoso que a maltratava, e a explorava. Estava presa a esse homem que a ameaçava de morte. Não sei o que ela viu nesse bandido. Quando eu o vi, estava malvestido, magro e feio. Despenteado, com a barba por fazer, e com dentes desalinhados. E ela permitiu que ele a dominasse e a aprisionasse. Talvez quisesse apenas usá-lo, como fez com os anteriores, mas desta vez, o molho saiu mais caro do que peixe...
Eu gostaria de colocar nesta oportunidade que ninguém jamais será feliz sobre as ruínas da vida de outras pessoas.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
O meu espelho
O meu espelho
Felicidade!
Você é feliz?
Por que eu não sou feliz.
Quando estou rindo é apenas um estado de espírito melhor.
Felicidade!
Encontraram você em mim.
Felicidade!
Embora morra de desgosto, vale mesmo ser a felicidade alheia?
Felicidade!
Já tornei o choro de muitas pessoas em risos, mas eu mesmo continuo chorando.
Felicidade!
Ajudei muitos há encontrarem o seu caminho, mas eu mesmo não me encontro nesse mundo.
Felicidade!
Queria ser como você, esse seu jeitinho de felicidade me encanta.
Felicidade!
Você dança?
Felicidade!
Você tem coração?
Felicidade!
Hoje precisei conversar com alguém, não encontrei com quem.
Às vezes sinto-me o lapidador de diamantes, os diamantes tão valorizados tão belos e o lapidador tão anônimo.
Felicidade!
Você tem alguém?
Felicidade!
Você é tão requisitada que deve lhe não sobrar tempo.
Felicidade!
Sei que você cuida de muitas pessoas, mas quem cuida de você?
Felicidade!
Você chora?
Bom! Acho que já lhe fiz muitas perguntas, mas como havia dito precisava desabafar, não encontrei ninguém resolvi - le escrever.
Beijos felicidade.
R.Spagnolo
Felicidade!
Você é feliz?
Por que eu não sou feliz.
Quando estou rindo é apenas um estado de espírito melhor.
Felicidade!
Encontraram você em mim.
Felicidade!
Embora morra de desgosto, vale mesmo ser a felicidade alheia?
Felicidade!
Já tornei o choro de muitas pessoas em risos, mas eu mesmo continuo chorando.
Felicidade!
Ajudei muitos há encontrarem o seu caminho, mas eu mesmo não me encontro nesse mundo.
Felicidade!
Queria ser como você, esse seu jeitinho de felicidade me encanta.
Felicidade!
Você dança?
Felicidade!
Você tem coração?
Felicidade!
Hoje precisei conversar com alguém, não encontrei com quem.
Às vezes sinto-me o lapidador de diamantes, os diamantes tão valorizados tão belos e o lapidador tão anônimo.
Felicidade!
Você tem alguém?
Felicidade!
Você é tão requisitada que deve lhe não sobrar tempo.
Felicidade!
Sei que você cuida de muitas pessoas, mas quem cuida de você?
Felicidade!
Você chora?
Bom! Acho que já lhe fiz muitas perguntas, mas como havia dito precisava desabafar, não encontrei ninguém resolvi - le escrever.
Beijos felicidade.
R.Spagnolo
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