quinta-feira, 25 de julho de 2013

MELANCOLIA

Melancolia 



Ultimamente tenho estado ausente demais, ausente das pessoas, ausente da família, ausente da realidade, ausente da sanidade e profundamente ausente deste mundo. E essa sensação de indiferença com tudo e todos me completa a cada dia, não que eu queira, é algo que não parte de mim, mas que se encontra em mim é um ato involuntário.
Lembro-me da época em que eu me perdia em gargalhadas com os meus amigos, hoje me perco também, mas em pensamentos, sentimentos e devaneios. Estando só ou acompanhado ainda assim me pego vagando, às vezes pensando em algo que eu sei que nunca irá acontecer. Logo reponho-me, fico tímido, rezando para que as pessoas ao meu redor não tenham percebido a minha rápida viagem, tudo isso para que elas não se sintam ignoradas, não é isso, mas algumas pessoas já me julgaram erroneamente por isso, e também para que eu não tenha que ficar me justificando, sempre tem alguém querendo saber demais, querendo ser dono dos meus pensamentos.
Nesses dias de chuva e muito frio a solidão tem sido cruel comigo, cada um sabe dos seus fantasmas, das suas dores, e de suas necessidades que em meio ao tempo vago tornam a nos assombrar, é incrível, basta apenas um momento só, um momento de vazio, para que os pensamentos transbordem e junto com eles venham às lembranças acarretadas de boas e más sensações, sensações destas que pesam, que nem sempre são agradáveis e bem-vindas.
Todo dia eu enfrento uma guerra contra a minha querida melancolia, mesmo estando feliz a dor e a tristeza me assola, e às vezes mesmo sem ter algum motivo aparente, talvez seja a dura realidade que enfrento hoje, a realidade de estar matando um sentimento que ainda esta tão vivo, tão cheio de força, e são nesses momentos de melancolia que acabo olhando um pouco para trás, eu sei que é meio covarde isso, mas às vezes olhar para trás é mais fácil do que encarar o que vem pela frente.
Às vezes me sinto como se houvesse uma corda em volta do meu pescoço. E cada vez que digo que estou bem, quando na verdade não estou essa corda fica mais e mais apertada, até sufocar-me. Hoje em dia encontrar alguém que você confie e que esteja disposto para te ouvir desabafar não é fácil, e enquanto isso você segue, igual a uma panela de pressão, sem saber até quando vai suportar.
Nesses momentos que é inevitável não sentir saudades da infância, quando a gente é criança estamos sempre debaixo de todo um carinho, que nos traz a sensação de sermos especiais.  

Hoje a única sensação boa que sinto é quando leio os meus livros, e eles me transportam para uma nova vida, uma nova história, mil vezes mais prazerosa do que toda essa “melancolia”.

domingo, 21 de julho de 2013

Coração de Pedra

São Paulo, 21 de Julho 2013   Domingo.

Coração de Pedra



Era um domingo como o de hoje e eu estava fazendo exatamente o que estou fazendo agora, entre escrever e viajar pelas redes sociais. Domingo, 09 de junho de 2013, a vida estava prestes a pregar-me mais uma de suas peças e eu mais uma vez entregando-me aos caprichos da vida.
Como se minha vida já não estivesse cansada, como se o meu coração já não houvesse sofrido o bastante, como se ela encontrasse gozo em embaralhar nossos sentimentos e em uma conversa despretensiosa esse seria o melhor e o pior dos meus meses nesse ano de 2013.
Eu fui displicente em ignorar os detalhes, fui ingênuo em acreditar nas palavras, e como um aprendiz da vida entrei nessa brincadeira, nesse jogo de azar chamado amar.
A vida se valeu da minha fragilidade do meu momento de carência e solidão, veio bem fantasiada e reluzente, e eu deixei de lado o velho bordão “nem tudo que reluz é ouro” e sem saber por quais caminhos estava andando, fui à busca do que não existia, em um mundo sem cor.
Andei por esse vazio enxergando cores e flores e aromas que só existia dentro de mim, como um esquizofrênico vivi em um paralelo que só eu enxergava.

E como já dizia  Carlos Drummond de Andrade no meio do caminho tinha pedra, uma pedra em forma de coração ou um coração que é de pedra, seja como for, foi ai que eu tropecei e doeu, doeu muito e até hoje ainda dói.

sábado, 6 de julho de 2013

Indomesticável Amor

Indomesticável Amor



Quando pensei em escrever esse texto, tinha em mente um título “Amor de estimação” com base em um animalzinho de estimação indomesticável, mas o conteúdo não faria jus ao título, o que mais lhe convém de certo seria “Amor de pelúcia” esse sim cabe direitinho no que pensei.
O que vejo hoje em dia e principalmente nas redes sociais são pessoas carentes, umas até declarando certo desespero, deixando gritante que precisa de alguém, outras que mudam status a cada fim de semana, a pergunta é o que há de errado?
Tantas pessoas solteiras, carentes e precisando de um amor, aglomeradas em um único lugar, pela lógica não seria tão difícil resolver isso, já que estão umas ligadas as outras.
O fato é que são pessoas que realmente estão à procura de um “amor” um amor que seja seu, um amor para dizer que se tem, para colocar no status do facebook e não para amar.
É muita gente que quer ser amado(a), mas não há uma recíproca, ama-se em redes sociais de segunda á quinta-feira, porém na sexta-feira em diante querem, pegação, emoções barata, encontros ocasionais, lances, optam por relações desprenteciosas, sexo sem compromisso, ai eu pergunto onde foi parar todo aquele amor?
Perderam-se o significado do amor ou perderam-se a vergonha, tanta gente cara de pau, declarando amores infinitos, juras, promessas é tanto blá blá blá que daria para escrever um livro e como num passe de mágica esse livro desaparece e tudo acaba.

Sem que haja uma explicação ou uma razão, dispersam-se, como fumaça no vento, o fato é que essa corrida desvairada para se encontrar o grande amor das nossas vidas, todo esse processo excitante, mas cansativo de conhecer, confiar, apaixonar-se, conquistar, assumir, comprometer-se, gostar, desentender, brigar, sofrer, chorar, terminar...conhecer, até parece um vale a pena ver de novo e digamos que tem gente que adora toda essa desordem emocional, pessoas muito piegas, haja força e aqui entre nós eu até admiro todo esse fôlego, se uma decepção nos deixa acabado a quem goste e que sempre acaba fazendo tudo outra vez.

sábado, 4 de maio de 2013

A Porta



A PORTA


Oi seu moço eu sou a porta e você deve estar perguntando-se como pode uma porta falar, mas são tantos sentimentos que aqui ficaram presos desde que a dona dessa casa se foi que sou obrigada a falar.
Sabe que há muito tempo ela se foi e por muito mais tempo ela ficou te esperando, essa casa tinha mais vida, mais flores, mas cores, mais sorrisos até que certo dia ela amanheceu triste e já cansada de lhe esperar resolveu partir a ultima lembrança que tenho é do perfume que por alguns instantes ficaram aqui.
Lembro que toda manhã ela acordava cantando e o sol brilhava e um facho de esperança realçava o seu sorriso, eu a porta sempre estive aberta pra você, e acreditava que você viria, não só eu a porta, como toda a casa torcíamos para que voltasse logo, mas você não veio.
Faz muito tempo que estou fechada e um vazio existe dentro mim, só restou a saudade, por onde andou, que falta fez para minha dona, que tristeza lhe causou, ai seu moço como pode demorar tanto.
Estou fechada, sem chave, vai corre seu moço, talvez ainda aja tempo, talvez não, mas vá, traga de volta a vida deste lar.
Vai seu moço. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Feliz Novo Caminhar




Feliz Novo Caminhar







O ano de 2012 foi um ano de cura e libertação, até parece clichê religioso, mas não é, cura de algumas feridas sentimentais e libertação de uma alma que andava meio cativa.
Ousei, duvidei, paguei pra ver, fui intenso, quebrei barreiras, fiz tudo que tive vontade, fui feliz, não olhei para o tempo e sim como as coisas fluíam dentro dele e posso te garantir faria tudo outra vez, criei um bordão "Deus é com aqueles que sabem ousar da vida" foi um ano e tanto.
Confesso que na virada do ano ficou no ar um resquício de medo, sei lá, sabe toda essa obrigatoriedade dos votos de um ano novo e promessas e toda aquelas coisas que programamos fazer sempre que um novo ano se aproxima, então eu não sabia ao certo o que pedir ou o que programar, driblei o medo olhei para o céu e pensei "quero tudo do jeito que é e como tem que ser.
Um ano completo, com seus desafios, com seu tempo, com seus altos e baixos. suas alegrias, tristezas, amor e magoas afinal eles sempre são assim.
A verdadeira diferença esta em como vamos encarar tudo isso a virada do ano é só uma forma de controlarmos o tempo em números, posso dizer que a virada do ano é um caminho e o caminho é sempre o mesmo não muda o que tem que mudar é a forma em que andamos nesse caminho, bem vindo 2013.

By Rafael Spagnolo

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Entre doses






Ei garçom me vê uma bebida...
Mas eu não quero qualquer bebida, eu quero aquela ultima bebida ali...
Isso mesmo, a ultima, quero o sabor da ultima, o ultimo cheiro, o ultimo blindar...
Não quero deixar passar nenhuma sensação.
Um pouco de culpa em cada gole, mas a certeza de que será a ultima e que essa dose não mais existirá.
Eu já bebi muito viu seu garçom.
Coloca mais uma dose!
Obrigado!
Mas essa aqui... Essa é realmente a último, prometo.
Prometo não sei pra quem, acho que pra mim mesmo, mas prometo.
Eu gosto de beber.
Eu sei que não faz bem. Já ouvi essa história toda, mas gosto.
Tem horas que vale a pena guardar toda essa tristeza no peito em nome de uma dose.
É... tem doses que valem a pena, muito a pena.
Depois é só botar tudo pra fora e partir pra mais uma.
E, talvez, partir pra uma próxima dose, a última.

domingo, 28 de outubro de 2012

Sinto Decepcionar







Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não é bipolar. Não nos oferece vida, amor e perdão nos nossos poucos anos aqui na terra para depois, quando morrermos, nos condenar eternamente à dor, castigos, aflições e agonias. Não pode ser compassivo e cuidadoso e, num piscar de olhos, ser cruel, torturador e vingativo. Esse Deus é instável, psicologicamente insuportável, assustador e traumatizante.
Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não desce do céu em carros de fogo com milhares de anjos pra guerrear com um inimigo imaginário. Muito menos financia guerras “santas”, Cruzadas ou uma guerra no Iraque. Nem pede dinheiro para começar a agir ou realizar milagres. Deus “batalha” com o diálogo, fatiga-se na dialética, transpassa a barriga com uma palavra de amor, que rasga o corpo pela doçura de seu carinho.
Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não criou e determinou tudo. Não deixou carmas, castas ou destinos. O Deus que creio quer que façamos parte da criação, que sejamos colaboradores da construção da história. Ele não tem um plano pra nós, mas faz do nosso um dos seus. Esse Deus nos estimula a viver, a ser, a tornarmos, a transformarmo-nos em protagonistas. Então, entra a chamada salvação e o céu. Ambos aqui na Terra. Deus nos incentiva a vivermos uma vida “salva” aqui e agora e a compartilhá-la. Uma vida cheia  de princípios corretos e que a tornam mais prazerosa e bela, de forma a trazer o céu para cá, para este momento.
Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não se revela numa só religião, numa só interpretação bíblica e muito menos só na bíblia. Deus é muito maior que qualquer hermenêutica, cultura ou credo. O Deus que creio se revela em qualquer um, em Buda, Maomé, Alá, deuses indígenas. É encontrado num ateu, que faz doações, que vai à periferia, que visita hospitais, não num evangélico que fica realizando milagres a torto e à direita. O Deus que creio está para além dele mesmo.
Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não tosa nossa vida, não nos reprime. Creio em um Deus hedonista, que tem prazer nas pequenas coisas e que sabe apreciar uma pipoca com refrigerante, um bom vinho com queijo, uma cerveja com amendoim, um livro do Fernando Pessoa, uma música do Djavan, uma conversa franca, um abraço sincero, um discreto sorriso ou um simples olhar. Creio que Deus se manifesta nos deleites da vida e, por isso, devemos vivê-la plenamente, e não ficar colocando cercas ao nosso redor, com medo de “pecar”. Devemos abrir novos caminhos e apreciar o viver. Sigo Rob Bell, “Viver é gozar do bom mundo de Deus”.
Enfim, estou cansado dessa visão rasa do evangelho, de Deus e da vida. O Deus que creio é o(s) caminho(s) e quer nos fazer entender a vida de forma mais pura, sensata e na sua essência. Ele não faz acepção de pessoas, quer relacionar-se com todos nós, nos procura como estamos.
O Deus que creio decepciona a muitos. Graças a Deus!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A velha agenda











Se pegarmos aquela agenda velha, aquela que jogamos no fundo do baú, sabe aquela que esta o telefone daqueles que nos dias de dificuldades esteve disponível pra nós, aquela velha e amassada agenda que tem o nome daquela pessoa que te ajudou no primeiro emprego e hoje você bem sucedido liga pra centenas pessoas menos pra essa que te ajudou la atrás, sabe aquela agenda que esta o nome de um amigo que um dia te tirou de dentro de casa quando você estava triste te levou pra passear e te mostrou que tudo era uma fase ruim que iria passar, aquela agenda de paginas amarelas todas rabiscadas que tem o nome daquela pessoa que um dia você magoou mesmo sabendo que essa pessoa estava torcendo por você.
O fato é que se pegarmos essa velha agenda esquecida de paginas amareladas e rabiscadas veremos quem realmente somos e quantas pessoas queridas deixamos para trás por simples capricho, auto-suficiência, orgulho, ingratidão, desprezo...
A velha agenda diz muito sobre quem somos. 

By Rafa Spagnolo

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A Falta que você me faz.








A falta que você me faz.

É incrível como o mundo dá várias voltas, e numa dessas voltas as coisas podem se encaixar ou sair totalmente do lugar. E numa dessas voltas, a vida, o destino, ou seja lá o quê, me tirou você.

A sensação é de ter fechado os olhos, e quando abri só me restou a fragrância do teu perfume, nem percebi a tua partida, só entendi que não voltarias mais quando me deparei com os pedaços partidos do meu coração.
Eu olho para o meu lado e enxergo a presença da tua ausência, e ela me faz relembrar de todos os momentos felizes que vivemos juntos. Mas no fim eu sempre acabo em lágrimas, porque ela também me faz lembrar que você já não está mais aqui.
Sabe, saudade não tem a ver com o tempo que não nos vemos. Sentir saudades tem a ver com os momentos que estou fazendo algo, desejando você aqui.
Eu queria poder abafar os meus sentimentos, bater a porta e esquecer. Mas quando eu pego na maçaneta eu sinto as suas digitais, como se fosse as minhas mãos sobre as suas, e começo a imaginar você, e eu digo vem, me faz sorrir novamente, cura as minhas feridas, me faz companhia do jeito que só você sabe fazer.

A Mulher que queremos.





A Mulher que queremos.

“ Homens gastam mais tempo se perguntando o que as Mulheres querem deles, do que a maioria das Mulheres acredita.
O estereótipo sobre Homens; sugere que eles são irracionais, cafajestes e só pensam em Sexo e Futebol.
Embora exista  alguma verdade nisso, nossa obsessão por Sexo; temos muitas dimensões, como é sugerido neste texto: A Mulher Que Todos Os Homens Querem.
Sem nenhuma ordem particular; aqui estão 5 coisas que buscamos na Mulher.
Sexo Bom.
Coloquei em primeiro lugar, porque, bom...; sou Homem.
Mas estaria fazendo uma injustiça com as Mulheres, se não olhasse seu lado sexual.
Nós queremos uma parceira que esteja disposta a compartilhar, o seu afeto fisicamente, sem intimidar-nos
Algumas Mulheres tem o olhar tão intenso que, a primeira coisa que pensamos, é... Sexo.
Nós naõ gostamos de Mulheres Oferecidas, Vulgares, que mostram tudo.
Gostamos daquelas que tem gestos sutis e nos tocam “ sem querer “.
Daquelas que roçam sutilmente o braço em nossa mão, ou que encosta o quadril em nós.
Sem falar daquelas que, “ brincando”, tocam nosso rosto.
O toque sutil, dá a impressão que foi casual e, portanto, não é para levar tão à sério, e ainda permite perceber, se existe “química” entre nós.
Aparência Saudável.
Não estou falando da aparência fisica ideal; aquela Beleza Padrão de Modelos e Revistas, ou de Cientistas Sociais, que tem tentado descrever o “ Corpo Perfeito”. Ou de Antropólogos, dizendo que os Homens olham 70% para os quadris, para ver se é boa “reprodutora” ; ou se  tem simetria perfeita.
Ao invés de tentar ter o corpo “daquela”  Celebridade, o importante é a Mulher manter a sua Saúde, cuidar-se e ter boas práticas de Higiene.
Diferentemente do que as Mulheres pensam, os Homens não são iguais.
Alguns são atraídos pelos cabelos, outros mãos, pés; claro que a grande maioria-não todos- são atraídos por nádegas
Só que nunca vi, um Homem com fita métrica para calcular um quadril, ou para medir a distância entre os olhos.
Você não pode fazer um Homem se sentir atraído por Você, mas pode ter o controle sobre sua Saúde.
Frutas e Legumes deixam a pele bonita, cabelos tratados e ficar dentro de uma determinada faixa de peso aceitável, é fundamental.
Confiança.
Confiança aqui, naõ se refere se Você vai traí-lo, mas sim, sua capacidade de entender suas necessidades emocionais.
Todos nós necessitamos confiar, antes de querer compartilhar com alguém, um nível mais profundo de uma Relação.
Se um Homem acha que a Mulher vai ouvir seus problemas e, imediatamente vai correr para a Internet,Twitter, Orkut ou Facebook para ampliar e repercutir com todos os seus amigos, o sentimento de confiança, não irá aflorar.
Muitos podem ter  vontade de fazer Sexo com Você, mas uma falta de confiança, vai impedir que ele se conecte com Você.
Até entendemos Você querer compartilhar com suas amigas suas relações, mas isto vai impedir, que passemos para a próxima fase do Relacionamento.
Aqui, o Homem é igual a Mulher; ambos precisamos de Confiança para estabelecer uma Relação verdadeira.
Senso de Humor.
Homens e Mulheres precisam de Humor em suas vidas. Também é um imenso quebra gelo em situações sociais.
O Humor mostra que a Mulher tem um lado lúdico, agradável e, principalmente, mostra que ela é inteligente.
A inteligência inflama a Paixão e , acontece também que é um imenso afrodisíaco.
Veja bem, não estou dizendo que a Mulher tem que ser uma Palhaça, aliás, Homens detestam Mulheres Palhaças. Estou falando de “Presença de Espírito “.
Atitude.
Todo Homem gosta de Mulher com opiniões próprias, que luta por suas Crenças e Valores; que tem sua Individualidade.
Homem que é Homem não gosta de “ mulherzinha”. Quem gosta de “mulherzinha” é “menininho”, ainda não cresceu, ainda não é Homem.
Isto não quer dizer que a Mulher tenha que ser arrogante, prepotente, autoritária. Aliás , não é só Homem que detesta isso, Mulher também.
Estou falando de “ Luz Própria”,pois quando uma Mulher brilha, o Homem, seu companheiro, aproveita para pegar um bronze.
Se é com Visual que a Mulher atrai o Homem, é com a Atitude, que ela o segura.
Dois Homens não são iguais e, os traços da Mulher desejada, será  diferente de um para outro.
Mas uma combinação das características acima, vai atrair qualquer Homem.
Curiosamente, as  características  são compartilhadas por Homens e Mulheres.
Qual Mulher não gostaria de ter um Homem Bom de Cama, de aparência saudável, senso de humor, confiável, inteligente e com atitude ?
Por incrível que pareça, Homens e Mulheres, são semelhantes quando se trata de Amor.



sábado, 14 de julho de 2012

Sem Redundância.






Sem Redundância. 

Intenções soltas e desejos desconexos. Esse mistério todo é uma violência contra a minha inteligência. Sejamos diretos para não sermos idiotas: eu te quero. Você me quer? Não sabe? Ah, então vá pra puta que te pariu. (E vá ser vaga na casa da sua mãe porque embaixo da sua manga eu não fico mais!) (…) Seja inteligente, faça jus à espécie,  Perceba o sinal verde, ultrapasse. (…)Eu não sou morno e, se você não quiser se queimar, morra na temperatura do vômito. E bem longe de mim. (…)Eu ainda quero muito. Quero às três da manhã de um sábado e não às sete da tarde de uma quarta. Vamos viver uma história de verdade ou vou ter que te mandar pastar com outras vaquinhas? (…) A sorte é sua de ser amada por mim e eu quero agora, ontem, semana passada. Amanhã não sei mais das minhas prioridades: posso querer dormir com pijama de criança até meio-dia, pagar 500 reais em um jeans qualquer, comer bicho-de-pé no Amor aos Pedaços ou quem sabe transar com minha chefe em cima da mesa d’ela.
(…) É assim que vivo, masturbando minha mente de sonhos para tentar sugar alguma realização. É assim que vivo: me fodendo. 
(…)Calma, raciocínio e estratégia são dons de amor que para ao racionalizar. Amor que é amor não para, não tem intervalo, atropela. 
Não caio na mesma vala de quem empurra a vida porque ela me empurra. Ela faz com que eu me jogue em cima de você, nem que seja para te espantar. 
Melhor te ver correndo pra longe do que empacada em minha vida.

sábado, 7 de julho de 2012

Faces do Amor





FACES DO AMOR
Se passaram alguns dias em que ele se tornara totalmente incomunicável. Seus amigos tentavam entrar em contato pelo celular, pelo telefone residencial, e nada. Seus amigos sabiam que ele não estava passando por um bom momento, estava cheio de conflitos internos, problemas que segundo ele não tinham mais solução. Antes de desaparecer ele demonstrava sinais depressivos, não tinha ânimo para mais nada e respirar já tinha se tornado um fardo. Sua família resolveu chamar a polícia e após terem arrombado a porta de seu apartamento o encontraram morto deitado em meio ao chão. Seus familiares caíram em pranto e seus amigos não acreditavam no que viam, e a perícia havia concluído que seu último ato antes de morrer fora escrever uma pequena carta, enquanto tomava o seu chá preferido de maçã com canela - que segundo ele, lhe proporcionava euforia e melancolia ao mesmo tempo. Sua mãe pegou aquele pedaço de papel esperando descobrir ali quem era o assassino de seu filho. Enquanto ela lia aquela carta lágrimas escorriam pelo seu rosto, e após ler a última frase finalmente todo aquele mistério lhe fora revelado, e lamentando muito disse ao policial: - Senhor, pode ir embora, porque o assassino do meu filho não pode ser encontrado, e muito menos ser preso. Ele era invisível, e até mesmo para alguns, irreal. E olhando para o corpo de seu filho estendido no chão, sua mãe concluiu que o amor havia feito mais uma de suas vítimas.





segunda-feira, 18 de junho de 2012

Remember







É incrível como o mundo dá várias voltas, e numa dessas voltas as coisas podem se encaixar ou sair totalmente do lugar. E numa dessas voltas, a vida, o destino, ou seja lá o quê, me tirou você.

A sensação é de ter fechado os olhos, e quando abri só me restou a fragrância do teu perfume, nem percebi a tua partida, só entendi que não voltarias mais quando me deparei com os pedaços partidos do meu coração.
Eu olho para o meu lado e enxergo a presença da tua ausência, e ela me faz relembrar de todos os momentos felizes que vivemos juntos. Mas no fim eu sempre acabo em lágrimas, porque ela também me faz lembrar que você já não está mais aqui.
Sabe, saudade não tem a ver com o tempo que não nos vemos. Sentir saudades tem a ver com os momentos que estou fazendo algo, desejando você aqui.
Eu queria poder abafar os meus sentimentos, bater a porta e esquecer. Mas quando eu pego na maçaneta eu sinto as suas digitais, como se fosse as minhas mãos sobre as suas, e começo a imaginar você, e eu digo vem, me faz sorrir novamente, cura as minhas feridas, me faz companhia do jeito que só você sabe fazer.

Melancolia





Ultimamente tenho me percebido ausente demais. Ausente das pessoas, ausente dos romances, ausente da realidade, ausente da sanidade e profundamente ausente deste mundo. E essa sensação de indiferença com tudo e todos me completa a cada dia, não que eu queira, é algo que não parte de mim, mas que se encontra em mim, é um ato involuntário.
Lembro-me da época em que eu me perdia em gargalhadas com os meus amigos, hoje me perco também, mas em pensamentos, sentimentos e devaneios. Estando só ou acompanhado ainda assim me pego vagando, às vezes pensando em algo que eu sei que nunca irá acontecer. Logo me reponho, fico tímido, rezando para que as pessoas ao meu redor não tenham percebido a minha rápida viagem. Tudo isso para que elas não se sintam desprezadas, não é isso, mas algumas pessoas já me julgaram errôneamente por isso, e também para que eu não tenha que ficar me justificando, sempre tem alguém querendo saber demais, querendo ser dono dos meus pensamentos.
Nesses dias de chuva e muito frio a solidão tem sido cruel comigo, cada um sabe dos seus fantasmas, das suas dores, e de suas necessidades que em meio ao tempo vago tornam a nos assombrar. É incrível, basta apenas um momento só, um momento de vazio, para que os pensamentos transbordem e junto com eles venham as lembranças acarretadas de boas e más sensações. Sensações destas que pesam, que nem sempre são agradáveis e bem-vindas.
Todo dia eu enfrento uma guerra contra a minha querida melancolia, mesmo estando feliz a dor e a tristeza me assolam, e às vezes mesmo sem ter algum motivo aparente. Talvez seja a dura realidade que enfrento hoje, a realidade de estar vivendo e não ter conseguido ainda alcançar certos objetivos. E são nesses momentos de melancolia que acabo olhando um pouco para trás, eu sei que é meio covarde isso, mas às vezes olhar para trás é mais fácil do que encarar o que vem pela frente.
Às vezes me sinto como se houvesse uma corda em volta do meu pescoço. E cada vez que digo que estou bem quando na verdade não estou, essa corda fica mais e mais apertada, até eu sufocar. Hoje em dia encontrar alguém que você confie e que esteje disposto para te ouvir desabafar não é fácil, e enquanto isso você segue, igual a uma panela de pressão, sem saber até quando vai suportar.
São nesses momentos que é inevitável não sentir saudades da infância, quando a gente é criança estamos sempre debaixo de todo um carinho, que nos traz a sensação de sermos especiais. Pra mim essa sensação se foi já há um bom tempo, e que falta isso me faz.
Hoje a única sensação boa que sinto é quando leio os meus livros, e eles me transportam para uma nova vida, uma nova história, mil vezes mais prazerosa do que toda essa “melancolia”.

AS 12 PERGUNTAS MAIS FREQUENTES EM UMA ENTREVISTA DE EMPREGO


AS 12 PERGUNTAS MAIS FREQUENTES EM UMA ENTREVISTA DE EMPREGO.
Tem uma entrevista de emprego e não sabe o que vão perguntar? Disponibilizo um auxílio para você saber o que responder. Leia com atenção, treine e boa sorte!

1. Fale sobre si.

Esta pergunta é quase obrigatória em uma entrevista de emprego e deverá ser muito bem praticada para uma resposta sucinta, direta e, acima de tudo, que valorize o seu perfil profissional.

2. Quais são seus objetivos a curto prazo? E a longo prazo?

Seja específico e tente aproximar, de alguma forma, os seus objetivos aos da própria empresa. Respostas como "ganhar bem" ou "aposentar-se" são totalmente proibidas.

3. O que o levou a enviar o seu curriculum a esta empresa?

Aproveite esta deixa para demonstrar que fez o seu "trabalho de casa" e fale sobre a atividade da empresa e a forma como o posicionamento desta a torna uma empresa de elevado interesse para qualquer profissional. Naturalmente, para responder a esta pergunta, é preciso fazer previamente uma pesquisa sobre a empresa. Vá ao site institucional, faça pesquisas usando mecanismos de busca, leia revistas da especialidade e converse com pessoas que trabalham ou já trabalharam lá.

4. Qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje?

O que é pretendido com esta questão, é que os candidatos sejam capazes de identificar uma situação em que tenham sido confrontados com um problema ou dúvida, e que tenham sido capazes de analisar alternativas e consequências e decidir da melhor forma.

5. O que procura num emprego?

As hipóteses de resposta são várias: desenvolvimento profissional e pessoal, desafios, envolvimento, participação num projeto ou organização de sucesso, contribuição para o sucesso da sua empresa, etc.

6. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos?

Um "não" a esta pergunta pode destruir por completo as suas hipóteses de ser o candidato escolhido, demonstre-se capaz de trabalhar por prazos e dê exemplos de situações vividas em trabalhos anteriores.

7. Dê-nos um motivo para o escolhermos em vez dos outros candidatos.

Esta é sempre das perguntas mais complicadas mas o que se espera é que o candidato saiba "vender" o seu produto. Isto é, deverá focar-se nas suas capacidades e valorizar o seu perfil como o mais adequado para aquela função e a forma como poderá trazer benefícios e lucros para a empresa.

8. O que você faz no seu tempo livre?

Seja sincero, mas sobretudo lembre-se que os seus hobbies e ocupações demonstram não só a capacidade de gerir o seu tempo, preocupações com o seu desenvolvimento pessoal e facilidade no relacionamento interpessoal.

9. Quais são as suas maiores qualidades?

Aponte aquelas características universalmente relacionadas com um bom profissional: proatividade, empenho, responsabilidade, entusiasmo, criatividade, persistência, dedicação, iniciativa, e competência.

10. E pontos negativos/defeitos?

Naturalmente que a resposta não poderá ser muito negativa, pois serão poucas as hipóteses para um profissional que diga ser desorganizado, desmotivado ou pouco cumpridor dos seus horários.
Assim, o truque é responder partindo daquilo que normalmente é considerado uma qualidade mas agravando-o de forma a parecer um "defeito". Ou seja, exigente demais, perfeccionista, muito auto-crítico, persistente demais, etc.

11. Que avaliação faz da sua última (ou atual) experiência profissional?

Não se queixe e, em caso algum, critique a empresa e respectivos colaboradores. Diga sempre alguma coisa positiva, ou o ambiente de trabalho ou o produto/serviço da empresa. Se começar a apontar defeitos ao seu emprego anterior correrá o risco de o entrevistador achar que o mesmo pode acontecer no futuro relativamente aquela empresa.

12. Até hoje, quais foram as experiências profissionais que lhe deram maior satisfação?

Seja qual for a sua escolha, justifique bem os motivos. Tente mencionar as mais recentes e que sejam mais adequadas aos seus objetivos profissionais.

O que você faria?




O que você faria?






O que você faria se só lhe restasse apenas um dia? Se por um motivo qualquer você descobrisse que está prestes a morrer e que às 24 horas seguintes são as últimas da sua vida?
Nessa hora a mente é povoada de lembranças dos sonhos que não se realizou e de todas as coisas que gostaria de ter feito.
Você começa a desenterrar aqueles desejos mais íntimos que passaram anos escondidos no fundo da alma. Lembra-se das pessoas que já passaram na sua vida e que certamente significaram algo para serem lembradas durante as suas últimas 24 horas.
Todos nós temos os mais diversos anseios, sonhos que fervilham nossas noites de insônia e que nos enchem de ansiedade nos momentos de frustração diante da impotência de realizá-los.
Sofremos tanto com a aparente dificuldade em sermos felizes, pois acreditamos que a felicidade está no desejo mais distante e menos palpável. Por isso, acredito que o desejo ideal para o último dia deva ser uma vontade imediatista, corriqueira, simples. Do tipo que nos enche de satisfação com uma facilidade prazerosa, como saciar a fome com a nossa comida preferida quando estamos famintos.
Agora relaxe e respire fundo, pois essa é apenas uma pergunta hipotética. Afinal de contas, seria muita "sorte" sua ter consciência de que aquele dia é o último. Entretanto, sabemos que ele existe e fatalmente chegará.
O que me intriga é o fato de saber que algumas pessoas que tem um certo estilo de vida, ao ser feita esta pergunta, elas respondem que fariam um monte de coisas, que se não fosse o último dia delas, elas não o fariam.
O que leva uma pessoa a responder desta forma? Será que a uma hipótese de que essas pessoas não estejam vivendo da forma que realmente desejam?
Se isso for verdade, qual o fator que limita os seus desejos de serem cumpridos?
São várias questões, mas o que me chama mais a atenção é que pouco sabemos um do outro, o ser humano contém muitos desejos, desejos estes conscientes e inconscientes, e que alguns destes desejos podem ser estimulados e aparecerem em um momento de pressão ou mesmo de desespero total.
Freud Psicanálista diz que o nosso consciente e inconsciente pode ser comparado a um Ice-berg, o Ice-berg é visível apenas uma pontinha de seu corpo real, sendo que a parte maior fica submersa. Assim somos nós, nosso consciente é apenas uma pontinha que se mostra, tendo o inconsciente como corpo maior. Em nosso consciente estão às experiências que nós percebemos, incluindo lembranças e ações intencionais. A consciência funciona de modo realista, de acordo com as regras do tempo e do espaço. Já nosso inconsciente é responsável pelas principais características determinantes da personalidade, as fontes da energia psíquica, as pulsões e os instintos.
Pensando bem, por isso que as pessoas pensam em fazer coisas que normalmente não fariam, pois quando questionadas a essa pergunta, surge no momento a fantasia de que ela só teria 24 horas, e essa pressão evoca todos os desejos reprimidos guardados em seu inconsciente.

Interessante não ?!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Somos derrotados pelas nossas próprias expectativas, quando apostamos todas nossas ficha em uma plena certeza obliteramos a idéia de que não possa dar certo e deixamos de criar válvulas de escape caso isso ocorra, tipo um plano B, elevamos toda nossa confiança ao nível máximo da certeza, o certo é tão imprescindível que dar errado parece impossível.
Mas, até as coisas impossíveis uma hora resolve acontecer.

sábado, 2 de junho de 2012















Desculpe os transtornos, pois estou em obras, garanto que em algum tempo estarei pronto e inaugurando novos ambientes, novos ares, novas cores e prometo que aqui será um ótimo lugar para estar.
Estou implodindo os ambientes obescurecidos e gélidos esses onde viviam lembranças que me apoquentavam, estou precisando de espaço de cores e luzes, ambientes onde a luz do sol possa brilhar, cheiro de rosa, flores por todo lado quero que seja quente e aconchegante. 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O [re]início


O [re]início
O sol rastejou por debaixo da porta, riscou uma linha de luz pelo assoalho para formar um ponto brilhante na parede tosca no lado direito da cama. Com o quarto iluminado, ele resmungou a desdita de ter que se levantar. Sentou-se, procurando acompanhar o rastilho que se acendeu no quarto e começou a falar sozinho. “Que dia é hoje? Onde estou? Que lugar é este?”.
Sem pressa, estincando os braços para o alto, em um esforço para alongar os músculos retesados, ele caminhou até o banheiro, levantou a tampa do vaso e notou que havia urinado pela madrugada; um cheiro azedo subiu e lhe enauseou. “Que coisa, não me lembro de ter feito xixi!”. Quando ouviu o barulho da micção, sentiu prazer de aliviar a bexiga. “Estranho, eu não lembrava que era tão bom vir aqui de manhã”.
Terminou, espremeu o último pingo e se voltou para lavar as mãos. Tomou um susto. O coração dele disparou. “Quem sou eu?”, falou alto, como se brigasse com a figura que surgiu dentro do espelho.
Vestiu-se. De repente, já estava na calçada. O cenário lhe pareceu estranho. Sem conseguir reconhecer a vizinhança, não sabia para que lado se virar. “Esquerda ou direita”? Olhou as mãos e não conseguiu distinguir uma da outra. “Não sei quem sou, como vou saber que lado seguir?”. Um pânico súbito se espalhou pelo corpo como um arrepio macabro. “Estou ficando louco”, falou em voz alta.
Um carro parou bruscamente na sua frente. Quando o vidro baixou lentamente, apareceu um rosto feminino ainda mais apavorado que o do homem que ele vira no espelho há alguns momentos. “O senhor poderia me ajudar?”, ela implorava como uma náufraga pedindo uma bóia. “Estou perdida, preciso saber que dia é hoje, quem eu sou, onde estou e para onde vou”.
Ele tentou cadenciar a respiração, mas não conseguiu; o medo era maior do que a capacidade de controlá-lo. “Também estou perdido”, respondeu como uma criança acuada. A mulher não deixou que ele encaixasse a próxima frase. “Acabei de ouvir no rádio que durante a noite, uma estranha amnésia se alastrou como epidemia”. Ninguém mais sabe o nome, as pessoas vagueiam pela cidade sem rumo, sem norte”.
“E por que a senhora acreditou que eu poderia ajudar?”, ele indagou vagarosamente. “Eu não tinha nenhuma expectativa em relação ao senhor; parei aqui na frente por acaso. Simplesmente encostei o carro e o senhor foi a primeira pessoa que vi quando ouvi a notícia do apagão da memória coletiva”.
Ele abriu a porta do carro, estendeu a mão como faziam os cavalheiros ao cortejarem as damas medievais e a senhora saiu do carro. “Venha comigo”, ele pediu.
De mãos dadas, os dois dobraram a esquina. E se perderam. Ele jamais acertou o caminho de volta para casa; ela nunca mais se lembrou onde havia deixado o carro. Junto com o mundo, os dois perderam toda memória.
Ele e a nova amiga se viram obrigados a caminhar, caminhar; agora, sempre para frente. Quando estavam muito longe os dois sentiram necessidade de se darem nomes. “De hoje em diante você vai se chamar Adão”.  E você será Eva. E os dois começaram tudo de novo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Porque escrevo





Escrevo porque sou como um prometeu acorrentado pelas letras. Ora, não há como soltar as algemas das mãos

que buscam a profecia poética e o discurso prosaico. Escrever é aprisionar-se e querer estar preso por vontade.
É servir a quem busca saciar a sede de palavras.
Escrevo para certificar a cor do orgasmo que todos os dias procura sair da memória em busca do encontro
erótico com o papel. Escrevo para "gozar no papel" e a lesma "gosmar na gente", como faz Manoel de Barros.
Escrevo por genuíno erotismo porque a linguagem é corpo.
Escrevo porque uma força epifânica e intensa me leva ao paraíso e ao mesmo tempo ao inferno de Dante.
Escrevo porque tenho a paciência de Virgílio e a esperança de Penélope na busca da completude lírica.
Escrevo porque navergar é preciso. Escrevo porque não sou nada e tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Sonhando eu posso lutar com as palavras que me acariciam em doce regozijo. Escrevo porque sei que terá
sempre um leitor com sede de metalinguagem. Sempre haverá alguém que virá às minhas páginas em busca de
pão e fonema. Escrevo para fazer as palavras ocas boiarem no alguidar e depois selecionar o ínfimo para
sentir-me grande no ato da crítica que é metalinguagem, ao estilo de João Cabral de Melo Neto.